Tragédia que chocou o Brasil: 11 anos sem Bernardo Boldrini

Há exatos 11 anos, o desaparecimento de Bernardo Uglione Boldrini, então com 11 anos, comoveu o Rio Grande do Sul e o Brasil. O menino, morador de Três Passos, sumiu no dia 4 de abril de 2014, após sair para dormir na casa de um colega. Dez dias depois, seu corpo foi localizado em uma área isolada em Frederico Westphalen, enterrado à beira de um rio, em avançado estado de decomposição. A brutalidade do crime e o envolvimento de pessoas próximas tornaram o caso um dos mais impactantes da última década.

As investigações revelaram um plano cruel arquitetado dentro do próprio lar. O pai de Bernardo, Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini e a amiga dela, Edelvânia Wirganovicz, foram considerados culpados pelo assassinato. Posteriormente, o irmão de Edelvânia, Evandro Wirganovicz, também foi implicado por auxiliar na ocultação do corpo. O crime envolveu envenenamento e foi classificado como homicídio qualificado por diversos agravantes.

Em 2019, todos os acusados enfrentaram o júri popular e foram condenados. Graciele recebeu pena de 34 anos e sete meses, Leandro 33 anos e oito meses, Edelvânia 22 anos e dez meses, e Evandro foi sentenciado a nove anos e meio em regime semiaberto. Com o passar dos anos, alguns obtiveram benefícios legais. Leandro, por exemplo, foi aceito em um programa de residência médica, mas teve seu registro profissional cassado em 2025.

Atualmente, a maioria dos envolvidos cumpre pena sob diferentes regimes. Graciele segue em regime fechado e só poderá pleitear liberdade condicional em 2035. Edelvânia cumpre pena no semiaberto, com uso de tornozeleira eletrônica. Leandro também está no semiaberto, mas fora da medicina. Evandro, por sua vez, já cumpriu a pena e está em liberdade. O caso, mesmo após 11 anos, continua sendo lembrado como símbolo de um crime bárbaro cometido por quem deveria proteger.

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