A pecuária leiteira no Rio Grande do Sul enfrentou dificuldades no último verão devido à combinação de estiagem prolongada e ondas de calor, segundo estudo recente da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Esses eventos climáticos extremos impactaram diretamente a saúde dos animais e a produtividade nas principais regiões produtoras do estado.
O calor excessivo e a escassez de chuvas resultaram em estresse térmico nos rebanhos, baixa qualidade da água e pastagens menos nutritivas, o que reduziu a produção de leite e aumentou os riscos de doenças, como a mastite. Além disso, o desempenho reprodutivo das vacas também foi comprometido, exigindo mais atenção dos produtores para manter o bem-estar animal.
Nos meses mais críticos, janeiro e fevereiro de 2025, menos da metade do tempo apresentou condições adequadas de conforto térmico para o gado, com destaque para regiões como Central, Campanha e Noroeste. Neste último território, onde se concentra grande parte da produção leiteira do estado, temperaturas superiores a 35°C foram registradas junto a chuvas irregulares e insuficientes.
Quedas na produção diária de leite entre 24,5% e 28% foram observadas, o que refletiu em prejuízos econômicos e operacionais para os produtores. Áreas que antes não apresentavam risco de estresse térmico, como a Serra do Nordeste, também foram afetadas, sinalizando a necessidade de estratégias de adaptação frente à crescente instabilidade climática no campo.