Alerta para avanço de dengue e chikungunya coloca saúde pública em estado de atenção no RS

O aumento expressivo dos casos de dengue e chikungunya no Rio Grande do Sul levou o governo estadual a emitir um alerta epidemiológico, com foco na intensificação da vigilância e controle do mosquito Aedes aegypti. O comunicado oficial reforça a importância da notificação imediata de casos suspeitos e da mobilização dos serviços de saúde, diante da confirmação de novos focos autóctones das doenças.
Um dos pontos mais críticos é a detecção do sorotipo 3 da dengue em Ijuí, no noroeste gaúcho. O caso, registrado em um homem de 72 anos, acende o alerta para a expansão do vírus em regiões anteriormente menos afetadas. Esse tipo viral já havia sido identificado em Porto Alegre e Sapucaia do Sul, e sua disseminação preocupa por elevar os riscos de epidemias, especialmente pela possibilidade de infecção sucessiva por diferentes sorotipos.
A chikungunya também apresenta avanço significativo, com casos confirmados em Salvador das Missões e Carazinho. Nesta última, o número de infectados quase dobrou em menos de duas semanas, passando de 31 para 56 casos. Os sintomas da doença, que incluem dores intensas nas articulações, podem se prolongar por meses, afetando diretamente a qualidade de vida dos pacientes, sobretudo os idosos, que representam a maioria dos infectados.
Diante do cenário, as autoridades recomendam ações urgentes de prevenção e combate ao mosquito, como a eliminação de criadouros, uso de repelentes e telas protetoras, além da busca por atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas. A população é chamada a colaborar ativamente, já que o combate ao Aedes aegypti depende tanto das políticas públicas quanto do engajamento coletivo.