Cinco anos do primeiro caso de Covid-19 no Brasil: um marco na história da pandemia
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Há exatamente cinco anos, no dia 26 de fevereiro de 2020, o Brasil registrava oficialmente seu primeiro caso de Covid-19. O paciente, um homem de 61 anos que havia retornado de viagem à Itália, procurou atendimento no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A confirmação veio após exames laboratoriais, utilizando uma tecnologia desenvolvida a partir de protocolos alemães. Naquele momento, o país ainda desconhecia o impacto que o vírus teria nos meses seguintes.
A notícia foi anunciada pelo Ministério da Saúde no dia seguinte, em uma coletiva sem distanciamento social ou uso de máscaras. O então ministro Luiz Henrique Mandetta ressaltou que a população deveria seguir medidas básicas, como higienização das mãos e etiqueta respiratória, mas sem prever a gravidade da situação. Até aquele momento, 20 casos suspeitos estavam em monitoramento em sete estados brasileiros, enquanto 59 já haviam sido descartados.
Nos meses seguintes, o Brasil enfrentaria sucessivas ondas da pandemia, com hospitais sobrecarregados e medidas de restrição sendo implementadas de forma desigual entre estados e municípios. A falta de coordenação entre os diferentes níveis de governo dificultou o controle da doença, levando a uma das maiores crises sanitárias da história do país. Um estudo de 2022 apontou que a ausência de uma estratégia nacional clara contribuiu para a disseminação do vírus e agravamento da pandemia.
Cinco anos depois, o Brasil contabiliza cerca de 700 mil mortes por Covid-19, deixando um impacto profundo na sociedade, economia e sistema de saúde. O episódio reforça a importância da ciência, da vigilância epidemiológica e da preparação para futuras emergências sanitárias, evitando que tragédias como essa se repitam.